
Sabado, piratas por todo o lado, depois uma viagem interminavel ate' Brooklyn, para entrar numa fabrica com uma festa alucinante. Meia hora depois de entrar, descobrimos a pista de dança passando por milhentos corredores cheios de gente, bandas de metais, drogaria e afins. O chao da pista treme com as vibraçoes e os saltos, ha' saltimbancos a dançar em cima de andas e a coisa parece ir bem. Meia hora depois, vem a policia, e os bombeiros a seguir. Tudo de volta para casa, a festa passa para as carruagens do metro. O que nos vale e' a parada e o Motherfucker a seguir.
30 de outubro de 2006
halloween 1
posto pelo Alexandre às 15:18 0 comentários
28 de outubro de 2006
26 de outubro de 2006
arrumaçoes na casa
Aproveitando uma manha de puro lazer no trabalho:
http://www.maoinvisivel.com/blog/ - Paz 'a sua alma! (deslinquei)
E benvindos o sartotialist,
e o meu colega e amigo David Kleiner, que e' o unico que nao e' blog aqui.
posto pelo Alexandre às 17:30 0 comentários
25 de outubro de 2006
Ha' quase um ano

nesta terra, e uma das coisas que aprendi foi a valorizar tudo o que for feito de um modo mais ou menos artesanal; ou pelo menos tudo aquilo que não caiba no mais barato possível. Como o chão de linóleo castanho e a lâmpada de madeira falsa do meu studio, que tento cobrir a todo o custo, as portas de ombreiras grosseiras em metal, a tinta de plástico com que estes animais pintam tudo, sem tirar a que está por baixo primeiro, a comida reles, as bebidas e iogurtes e doces com xarope de milho em vez de açúcar, os edifícios, de habitação ou escritórios, feitos em massa, mal divididos, medíocres. Pensei nisto ao passear pela minha zona - desde a St John the Divine ao Colosseum (um prédio de luxo dos anos 10, de planta circular como uma secção do Coliseu de Roma) e senti-me privilegiado por morar no meio de tantos edificios Beaux-Arts. E lembrei-me de coisas como a Avenida dos Aliados e a Câmara do Porto, também Beaux-Arts até ao tutano e que toda a gente (incluindo eu) gozava na Escola - que porcaria sem jeito nenhum, pesados e massudos, com uns gajos de pedra a segurar a varanda à entrada, construídos fora do seu tempo, numa arquitectura só de fachadas, porque atrás são desordenados e feios. Chavões idiotas à parte, a verdade é que só passado quase um ano a trabalhar em arquitectura tradicional acordei para a vida, e a minha realidade cresceu exponencialmente. Agora quando passeio pela Nova Iorque fantástica do pré-Guerra, vejo milhares de coisas que antes ignorava - de tal modo que sonho intensamente com todo o tipo de ornamentos, painéis, molduras, estuques e madeiras. E depois acordo pobre na mesma e a olhar para as minhas paredinhas brancas e a minha lâmpada ranhosa, só o Sari na entrada da casa de banho é que salva a coisa.
Valha-nos a Avenida dos Aliados e a Câmara do Porto, e que se façam mais, fora ou dentro do tempo deles, quero lá saber. Só que daqui a uns anos não quero mais mediocridade.
posto pelo Alexandre às 02:38 1 comentários
24 de outubro de 2006
17 de outubro de 2006
Se nao venho ca'
E' porque o trabalho aperta. E se nao e' o trabalho, e' a namorada que me aperta quando chego a casa (entre os braços). Rica vida... amanha vou desenhar 'a mao, pela primeira vez em muitos anos. E talvez escrever para aqui qualquer coisa sobre o Cooper-Hewitt.
posto pelo Alexandre às 00:05 3 comentários
11 de outubro de 2006
ultimas manias
relogios japoneses (ja encomendei o meu!)
Brandford Marsalis - Romare Bearden revealed
the Bad Plus - These are the Vistas
gravatas fininhas
o Thom Browne, porque trabalha aqui ao lado e vai comer ao mesmo sitio que no's.
e o Sartorialist, que me tem feito baixar a produtividade!!
(ah, as delicias de morar com a namorada... um gajo pode gostar de roupa e panasquices desse genero 'a vontade)
Emery Roth e o San Remo e o Eldorado
posto pelo Alexandre às 15:20 1 comentários
10 de outubro de 2006
algures no Colorado

transporta-se uma casa de camiao. A foto e' do Zsolt, um gajo qualquer que eu nao conheço, mas que esteve numa road trip ha' uns anos com a minha miuda; so' hoje e' que vi o album da viagem.
posto pelo Alexandre às 05:39 0 comentários
3 de outubro de 2006
Anthony Blunt

Vem isto a proposito do ultimo livro que li no metro, um calhamaço sobre a vida dele. Um dia em Londres fui visitar a livraria do RIBA que estava mesmo ao lado do escritório, e encontrei um mini-livro sobre Roma e o barroco. Foi a primeira vez que o li, e nele estava uma frase que definia este edifício - "Borromini deu à fachada a expressão de uma chapa de aço sob tensão". Depois disto, procurei em tudo o que era canto por mais e mais. Não havia, e mais tarde descobri porquê - o homem tinha sido um espião ao serviço da URSS durante a Segunda Guerra, desmascarado nos anos 80 e visto a reputação afundar tremendamente. Mesmo depois de morto há mais de 20 anos, continua a ser quase impossível encontrar mais coisas do Blunt. Eu não quero saber da vida dele (até quero, porque li a biografia, o tal calhamaço), nem se ele era trafulha, traidor, snob, homossexual e efeminado, mas com um poder de análise assim, uma escrita simples e ao mesmo tempo apaixonada e controlada, pode vir mais - espero.
Entretanto, o próximo que estou a ler é sobre a ligação do Mies aos nazis... por enquanto estou céptico, mas é interessante conhecer a vida da personagem que sempre foi uma muralha de linhas rectas e frases exemplares nos tempos da escola.
posto pelo Alexandre às 18:10 0 comentários
29 de setembro de 2006
ultimas
No escritorio prepara-se uma purga (acho eu, veremos hoje). Deve ser divertido.
No ultimo fim de semana fomos a Boston (dai' a foto do Corbu). Mas devo dizer que foi um bocado desilusao; nao so' nao ha' nada de especial para ver, como parece impossivel encontrar um cafe de jeito - tudo, mas tudo mesmo, sao franchises, as mesmas deprimentes franchises que se vem em todo o lado. Ai... Excepcoes: O museu da Isabella Stuart Gardner, que e' um amontoado de lareiras, janelas, colunas, armarios, etc saqueados (i.e. comprados a bom preço) de Italia e arredores e montados num edificio novo. O patio interior tem as janelas da Ca' D'Oro! (pelo menos e' a lenda, e estando la' quase que se acredita). A outra excepçao e' a Little Italy, onde se fala italiano e se come bem (ao contrario da que ha' por aqui, que ja' nao e' nada que se veja).
posto pelo Alexandre às 03:06 1 comentários
26 de setembro de 2006
22 de setembro de 2006
nunca pensei
que desenhar duas dobradiças levasse um dia inteiro. E' o que se passa quando e' tudo feito por medida.
posto pelo Alexandre às 23:59 1 comentários
21 de setembro de 2006
Sofia


A Catedral, tambem do sec. XIX (dos finais!), erguida para celebrar a independencia da Turquia. Por fora e' uma especie de bolo coberto de creme, por dentro e' pura expressao da forma arquitectonica. A foto de baixo e' de outra igreja em Sofia, mas a ideia e' a mesma - tudo arcos perfeitos, sem molduras ou rococos, a decoraçao e' toda pintada. Como o interior ja' nao ve um restauro desde os tempos do Estaline, pelo menos, as paredes estao pretas e as imagens mal se entrevem; felizmente para no's arquitectos, porque mostra os volumes interiores com uma monumentalidade esmagadora e heroica, so' comparavel (tanto quanto conheço...) ao proprio Pantheon.
posto pelo Alexandre às 15:24 0 comentários
20 de setembro de 2006
Wall Street


Fui la' pela primeira vez ha' uma semana atra's, e nem queria acreditar... Parece um sonho de arquitectura, aqueles edificios todos vagamente neoclassicos, todos juntos e metidos em ruas estreitinhas, de modo que so' se veem 'a distancia. E de perto, os pormenores sao fantasticos. Nem parece que estamos na America em que tudo e' de plastico ou de contraplacado - aqui e' pedra e mais pedra, e ornamentos atra's de ornamentos, muito civilizado.
posto pelo Alexandre às 00:18 1 comentários
14 de setembro de 2006
Plovdiv



Banho turco, enterrado, instalado numa casa do sec. XIX (como quase toda a arquitectura que vale a pena na Bulgaria).
posto pelo Alexandre às 20:11 0 comentários
13 de setembro de 2006
12 de setembro de 2006
11 de setembro de 2006
11 de Setembro
e logo vamos ver as luzes, que, passe a lagrima ao canto do olho, estou 'a espera que sejam um monumento urbano impressionante.
posto pelo Alexandre às 23:41 0 comentários
8 de setembro de 2006
Feios, porcos e maus
Sao lixo ideologico reaccionario, mas tem sentido de humor: sao os Lost Gorbachevs, que descobri ontem que existiam (sao todos meus amigos). O titulo GIVE MY TAXES BACK SS mostra bem aquilo que pensam sobre o liberalismo economico, e MADONNA SERVES IMPERIAIS dispensa interpretaçoes, alem de que se denominam jazz anarco-satanico.
Claro que nao se lembraram que o myspace e' precisamente um produto do capitalismo de massa que proporciona a qualquer marmelo ter um site... mas para que ter interrogaçoes filosoficas quando a musica e' tao fixe?
posto pelo Alexandre às 23:30 0 comentários
6 de setembro de 2006
Tcherno More

O Mar Negro. Nao e' nada negro, mas de vez em quando aparece com muitas algas, pequenas, que lhe dao uma cor verde escura. Neste dia estava transparente e limpo.
posto pelo Alexandre às 01:15 0 comentários
5 de setembro de 2006
Sofia, Sábado à noite
Vão aqui, e vejam se descobrem o vosso amigo, no meio dos matarruanos, friques rurais e modelas búlgaras em Sofia (os preços de leste deram para ir a três clubs na mesma noite...). O sítio é o Chervilo, e recomenda-se (tem uma banheira à entrada, estilo último filme do Batman e interiores à la Star Trek).
posto pelo Alexandre às 05:36 3 comentários
match point
lembram-se do penúltimo filme do Woody Allen, em que a bolinha cai do lado certo da rede e a vida do gajo muda completamente? Na viagem de regresso, a bola caiu do meu lado. Vá-se lá saber por quê, tiveram que trocar de avião em Frankfurt. Eu, com meia hora de intervalo entre chegada a Franfurt (de Sofia) e partida, cheguei esbaforido ao terminal onde dezenas de famílias protestavam que lhes tinham trocado os lugares. A mim, deram-me um lugar em business... Nem queria acreditar, chegar ao avião e ver aquela cadeira enorme, e champanhe antes de levantar vôo - estava à espera que viesse alguma hospedeira pôr-me no meu lugar a qualquer momento, mas não. Diga-se que é uma seca na mesma, 8 horas dentro do avião, mas faz alguma diferença poder esticar o pernil até NY e ver os filmes que se quer; assim, o vôo até ficou barato.
Amanhã começamos a publicar as fotos da Bulgária, com comentários.
posto pelo Alexandre às 05:17 0 comentários
31 de agosto de 2006
Bulgaria
Ha' seis dias. De papo para o ar no mar negro, tudo nu na praia (ou quase), algumas senhoras que mais valia terem ficado em casa mas a maior parte a valer a pena. Isto de metade da gastronomia ser saladas e iogurte ve-se no fisico das moças.
Ja nao falta muito para voltar ao lixo-luxo de NY, e para contar mais historias.
posto pelo Alexandre às 22:37 1 comentários
22 de agosto de 2006
A sande
Com 13 anos fui pela primeira vez a Itália, e obviamente não me serviu de muito; mas uma coisa ficou - comi pela primeira vez uma sande com fiambre, queijo, tomate e maionese, aquecida na tostamisteira. Quando voltei, aquilo passou a ser o meu almoço de Sábado, a que a minha famelga aderiu também.
Este Sábado à uma da tarde e antes da festa do PS1 (brutal!) fui à cafetaria, à secção das sandes. O homem, negro, no típico modo bitchy dos trabalhadores negros da cafetaria (é pena, mas é mesmo assim) ladra-me "Que é que queres?" Eu digo "Good morning" e ele "Manhã? Não me estragues o dia, que já é de tarde". Enfim, respiro fundo e peço a minha sande da juventude.
Como que por milagre, ele transforma-se. "Hey meu, tu sabes fazer uma sande! Esse é o tipo de sande que eu faria para mim! De onde é que és" "Portugal" "Hmmm, não sei, mas tu sabes fazer uma sande, buddy."
E assim por diante, riu-se e ficámos buddys. Vá-se lá entender, um tipo que passa o dia a queixar-se e a fazer sandes para toda a gente, de repente há uma combinação mágica que o acorda (eu acho que na verdade estes gajos têm um trabalho que detestam e acham-se no direito de o mostrar a toda a gente. Mas de vez em quando alguém lhes toca numa corda sensível.)
posto pelo Alexandre às 04:51 2 comentários
o embaixador
Sexta à noite, sem nada que fazer depois de jantar, vamos ao terraço comunitário para desopilar. Alguém aparece e diz: "Hey! Há uma festa selvática na casa do embaixador X! Vamos?". Decidimos envergar as nossas melhores fardas e lá nos metemos num táxi em direcção ao Upper East. Eu espero nada menos que serpentes e anões, mas a festa é uma desilusão. O embaixador lá está, solteiro e com ar de garanhão a bater suavemente um coro a uma trintona loura. O resto era pouco pessoal diplomático, muitos velhos e alguns jovens a querer parecer velhos também. Mas havia um DJ, e ficou até às tantas a pôr música para nós; uma dúzia de marmelos (e marmelas) a dançar no 38º andar com vista para tudo e mais alguma coisa em NY. Numa mesa, bebidas à discrição; noutra, sushi e bolinhos de amêndoa. Às tantas, o embaixador desaparece (e, estranhamente, também a trintona). A casa fica por nossa conta, enquanto emborcamos mais uns uísques; durante uns momentos de breve lucidez reflicto no desperdício que é gastar milhões de dólares numa penthouse duplex com umas janelas tão foleiras e uma decoração tão merdosa (mármores e rodapés meio a armar ao clássico minimalista mas sem graça nenhuma). Mas o espaço é grande e de certeza que cabe lá muita gente noutras festanças...
No fim, algumas miúdas mais sabidonas metem umas garrafitas de Absolut debaixo do braço e saímos porta fora, em grande. O embaixador, esse nunca mais ninguém o vê.
posto pelo Alexandre às 04:35 1 comentários
21 de agosto de 2006
já sei que está tudo farto
de ver a minha tromba aí em baixo. Mas depois de uma cerveja de boas-noites, amanhã haverá notícias (afinal de contas, quando o chefe tira um mês de férias...)
posto pelo Alexandre às 07:03 1 comentários
14 de agosto de 2006
11 de agosto de 2006
Ron Carter
Durante algum tempo pensei que ja' tinha morrido. Um dos meus herois do tempo do contrabaixo (e de sempre, pela musica), vi-o por acaso, ha' poucos dias, no planetario. E ainda por cima, tocou um dos temas daquele disco ao vivo brutal com o Miles Davis. Sim, senhor, esta cidade e' feia porca e ma' mas com momentos assim vale a pena (ainda por cima de graça).
posto pelo Alexandre às 16:07 0 comentários
9 de agosto de 2006
7 de agosto de 2006
Verao em NYC
Está tanto calor, que o Mayor recomenda que se usem roupas claras. Mas depois aparece na TV com o mesmo fato azul-escuro de sempre. Claro, pois se nesta cidade se vive num clima artificial, para quê mudar? A verdade é que nos dias de maior calor está tanto frio no escritório, que não vale a pena preocupar-se com as roupas claras ou o dilema de usar calções ou calças. Só no curto trajecto metro-trabalho/metro-casa é que a coisa se sente, tal como no Inverno em que podem estar -10 lá fora que se continua a andar de camisa dentro. Eu não me importo, não fosse o exagero de alguns sítios em que se morre de frio (como hoje no Macy's) ou outros em que mantêm o A/C a bombar com as portas abertas. Um colega disse-me, a brincar - "Isto é a América, men, temos dinheiro para queimar". Realmente têm, e por isso não me importo nada.
De vez em quando, lá fica um bairro sem electricidade durante uns dias e ai ai que a populaça é alertada para não por o A/C abaixo dos 75º. Mas claro, com o calor que está quem é que vai ser anjinho e sofrer enquanto outros (como outro meu colega) se gabam que "como as contas estão incluídas, deixo o A/C ligado o dia todo. Ah... é uma frescura quando chego a casa!". E quem se lixa é o mexilhão e os blackouts são em Queens e assim ninguém importante se queixa. Cada vez acho esta cidade mais bestial, mas aqui não vale mesmo a pena ser pobre.
posto pelo Alexandre às 03:05 2 comentários
4 de agosto de 2006
1 de agosto de 2006
rigga', fuori e' l'Africa
99 graus (dos deles, dos nossos sao para ai' 38) e um grau de humidade de 59%. Sair do escritorio e' como nadar em aguas tropicais, mas com cheiro a talho e fritos. Hummm.
Ha' um ano atra's era a mesma coisa, mas em Roma, e ai' cheirava bem, porque trabalhava num condominio fechado de luxo cheio de jardins e arvores, e filipinos que passeavam os caes das estrelas de televisao (e nao havia ar condicionado).
posto pelo Alexandre às 19:37 0 comentários
31 de julho de 2006
20 000 marmelos
Ha' um ano e uns meses.
Obrigado por virem ca', mesmo quando isto anda cheio de teias de aranha.
Logo ha' mais uma sessao de cinema no Bryant Park, desta vez a Pantera cor de rosa original, por isso amanha deve haver que contar...
posto pelo Alexandre às 21:48 1 comentários
28 de julho de 2006
eu nao sei...
... mas tenho impressao de que, se fosse o caso, votaria neste senhor.
Bom fim de semana!
posto pelo Alexandre às 19:57 1 comentários
27 de julho de 2006
Mana's opinion
pois é ... ainda bem q estamos de acordo! o rui rio acabou c a mama da família Alves Costa!!! sabes q era a irmã dele q estava À fr do Rivoli? e q foi la, q a filha mostrou pela 1ª x o filme q fez sobre a obra do Siza em Moçambique... ou num desses paises africanos?
E pior.. li algures q aquela treta custa cerca de 7500€/dia.. e q o estado paga parte e a outra parte era paga pela camara.. afinal o rio ate tem razão!!!
mas bom, na 2ª la foi a classe toda de esquerda para a rua, Bloco incluido, a defender o Rivoli!! Alguém disse q aquilo ia ser vendido? q eu saiba não!! só se vai dar a explorar a privados... cambada de coir****, tudo a mamar do mesmo sitio, tudo c entradas à borla... vai ser tramado terem d pagar p la voltar!!!
Ass. A Mana
[escrito 'a pressa, mas ela sabe do que fala]
posto pelo Alexandre às 23:49 1 comentários
26 de julho de 2006
Harlem Nocturne
Semana passada, fim de tarde, lá fomos ao Central Park participar em mais uma tradição novaiorquina: os concertos da Filarmónica no Parque. Mais um festival de Verão a la NYC, tudo com o lençol na relva do Great Lawn, alguns com banquetes de vinho, nozes e queijo, tudo a relaxar e à espera da música, que não se via (dada a dimensão do espaço). Ouvem-se as primeiras notas, e começa a chover, ao mesmo tempo. Alguns levantam-se, mas a coisa dura pouco e o concerto vai até ao fim sem mais incidentes. As reacções durante são duas: o pessoal ou está aterrado no chão (especialmente depois de uma broca ou duas) ou então em pé a cantar e dançar a 5ª do Beethoven. No fim, fogos de artifício, e dois minutos depois o dilúvio universal. Era como nadar numa piscina, tamanha era a quantidade de água que nos caía em cima. A populaça evacuou, tudo em ordem, pelos carreiros normais, o que levou uma enormidade de tempo. O efeito manada impedia-os de ver que se fossem pela relva, chegavam lá antes, e nós atrás à espera. Enfim, lá apanhámos o primeiro metro que apareceu, a escorrer água, e assim saímos no meio do Harlem, já noite, no meio da 125.
Caminhámos a pé até casa, ou seja até ao extremo Oeste, o "Harlem gentrificado". Já não chovia tanto; os jovens negros sentavam-se nas escadas dos prédios, que podiam perfeitamente pertencer à super-trendy Greenwich Village, com árvores e tudo. Alguns carros cheios de cromados, um muito antigo, paravam nos semáforos. Uma antiga fábrica, em tijolo, para lá estava com as janelas tapadas, e pouca gente nas ruas. Uma dama atirava a embalagem de batatas fritas para o meio do chão, ao lado do caixote do lixo. A chuva caía iluminada pelos candeeiros de rua, e de vez em quando ouvia-se uma música a bombar de um jipe qualquer que passava de vidros abertos. IN MY HOOD, PUM-PUM-PUM NIGGAS GOT LOVE FOR ME, ETC E TAL PUM-PUM-PUM PUM PUM. Mas desaparece logo, e fica a noite com as fachadas que em tempos foram bastante mais bem tratadas, em tijolo e ornamentos de terracota. Ao longe os projects, bairros sociais a imitar qualquer torre corbusiana, também de tijolo, onde nascem as estrelas de rap e basquetebol e que como de costume rebentaram com a malha urbana densa que era própria daqui.
Apesar das lojas de fritos e das torres-ghetto, ainda existe alguma coisa de autêntico aqui nas velhas casas degradadas que um dia irão ser recuperadas, e nessa noite gostei mesmo do Harlem.
posto pelo Alexandre às 03:53 0 comentários
24 de julho de 2006
pelo Rivoli
vamos torna'-lo privado, que como esta' esta' pior que nunca. Mas alguem acha que e' possivel aquilo dar alguma coisa com a quantidade de espaços que abriram no Porto nos ultimos anos? E' o Teca, a Casa da Musica, o Teatro do Campo Alegre, O Batalha, O S. Joao, o Coliseu, para nao falar dos mais pequenos como a Casa das Artes, os Maus Habitos, O Passos Manuel. No Porto nao ha' mercado para isso tudo, por isso e' normal que alguns entrem em decadencia. O que nao e' normal e' que tenha que ser o contribuinte a pagar por isso...
E que merda de frase e' esta? E' assim que saimos do provincianismo? Com alarvidades reaccionarias destas?
O papel insubstituível do Estado – seja o estado central seja a administração autárquica – na criação e manutenção de espaços de crescimento e afirmação das artes performativas (por definição, as mais sociais das artes) é um dado civilizacional de base que não é questionado em nenhum país ocidental.
O problema e' que o dito Estado, no seu "papel insubstituivel" pos-se a fabricar teatros como se nao houvesse amanha. Agora, o' tio 'o tio que esta' uma miseria e o Estado que venha acudir 'a crise. Acho muito bem que se privatize.
posto pelo Alexandre às 20:42 1 comentários
21 de julho de 2006
20 de julho de 2006
personagens
Nestas férias encontrei por acaso, numa gaveta a abarrotar de livros, um romance policial do Raymond Chandler. Ora, nem por acaso, tinha lido sobre ele num livro sobre livros, o Bibliotopia, que acho que até foi recomendado pelo Pacheco. Assim sem esperar muito, saco do livro e ponho-o na mochila para ter com que me entreter nas acções de formação, enquanto ouço uma abébia qualquer falar sobre "aspirinas" e como o problema dos detectores de incêndio é não se poderem esconder.
Avante; o personagem principal do livro é o detective particular Marlowe, e bastou meia dúzia de páginas para perceber porque é que gosto tanto de gajos como ele, do Scarface e do Mourinho,como personagens de filme. São heróis negros (de carácter...) sem escrúpulos e incorrectos; mais do que tudo, não param frente a nada para alcançar o que querem. São os gajos que dizem aquilo que nós gostaríamos de dizer e que se estão a cagar para o que os outros pensam deles. Tambem nao se dao muito bem com o ingles, mas isso nao os preocupa. Temidos pelos homens e desejados pelas mulheres. E isso deixa-me a mim, mero mortal, cheio de tesão. Nao na vida real - um acabou baleado, o outro sozinho depois de dormir com centenas de gajas, e o ultimo ainda se esta' para ver, e eu quero uma velhice descansada a apanhar sol na praia. Mas estes sao os meus herois preferidos.
posto pelo Alexandre às 02:07 1 comentários
pequenas diferenças
• o imposto não é muito menor em NYC, apesar de não ter a carga estúpida da Segurança Social (que há, mas é menor e paga pelo patrão)(e como se ganha muito mais, também não chateia tanto - o que é frustrante em Portugal é que das migalhinhas que nos dão ao fim do mês ainda temos que dar metade ao Estado para esbanjar);
• ouve-se mais reggaeton, o patamar mais fundo da evolução musical, em Portugal, do que neste país em que saem latinos debaixo das pedras. Pelo menos nas discotecas normais;
• há muito mais bigodes em Portugal, já nem os ditos latinos andam com a vassoura no beiço;
• os gunas são uma espécie típica do Porto, todos com feições brutas e cara de mau a tentar imitar o Cristiano Ronaldo, o brinquinho e o cabelinho e as teshartes cor-de-rosa agarradas ao corpo. Por aqui no hood, são mais blacks com uma calça de licra na cabeça e o boné a dizer NY com a pala toda direita, e a roupa dois tamanhos acima nos corpos já agigantados, como se fossem miúdos desproporcionados.
• o atendimento nas repartições públicas é bastante melhor em Portugal; os funcionários são muito mais simpáticos e parecem perceber mais daquilo que fazem;
• a qualidade de vida e das pessoas comuns é melhor em Portugal. Mas porque não há emprego para gente qualificada, logo os empregos mais reles ainda vão tendo pessoas mais ou menos inteligentes e que vêm de famílias normais. Por aqui, os empregos chungas como atender o público na cafetaria são em 99% dos casos ocupados por cretinos antipáticos; lá está, porque aqui quem tem dois dedos de testa safa-se melhor...
posto pelo Alexandre às 01:46 2 comentários
18 de julho de 2006
e nao se usa
ar condicionado em Portugal. Isto e', nao nas quantidades industriais de ca'. O metro do Porto ja' foi quente, mas o melhor foram as acçoes de formaçao, que ventilaçao so' mesmo com as janelas todas abertas e de vez em quando uma aragenzita passava. Vantagem, as meninas parcamente vestidas a escorrer suor, mas iamos la' morrendo todos de calor. E com frases destas, nao so' de calor, morriamos estupidos - "Ha' uma necessidade de organizar os mercados". La' a ouvi no meio de uns grunhidos monocordicos falados para dentro, de um dos oradores.
Oh, as acçoes de formaçao da Ordem, la' me tiraram as ferias... mas daqui a meio ano ja' la' estou dentro; pode ser que seja o primeiro passo para acabar.
posto pelo Alexandre às 23:20 2 comentários
voltei voltei
e como nao tinha la' internet, nao houve blog que se actualizasse.
Primeira noticia: neste ano da graça do Senhor de 2006, dia 10 de Julho, aproveitei para practicar um acto patriotico. Cessei a actividade em Portugal como trabalhador independente, e assim deixarei de pagar impostos e segurança social e alimentar a cambada de burros que manda no pais.
posto pelo Alexandre às 23:16 1 comentários
24 de junho de 2006
festival de Verao


No Bryant Park, filmes 'a noite. Birds, do Hitchcock, e no ultimo andar do Hotel com o mesmo nome (o do parque), um sortudo qualquer espreita a multidao, no seu quarto de seis janelas e paredes de tijolo escuro rematadas com bolas douradas, um delirio Art Deco. Em baixo, o actor destila estilo com os seus fatos justos e as gravatas fininhas, e a actriz conduz um barco a motor de saltos altos. O filme e' demais.
posto pelo Alexandre às 00:05 0 comentários
23 de junho de 2006
fast track
é o nome que aqui se dá a um "método" de construir: os trolhas começam a obra, e entretanto faz-se o projecto. Chamado para acudir a um fogo desses, tenho que trabalhar que nem um cavalo para preparar folhas que, de qualquer maneira, estão sempre desactualizadas, e esperar que nada de muito irreversível aconteça em obra antes de acabarmos o desenho. O desafio é brutal, até porque já foram despedidos dois à conta dele. Ao mesmo tempo é muito estimulante, porque obriga a sintetizar TUDO, e a tomar decisões muito rapidamente. Tomar decisões é fundamental; o fast-track não é para ter paninhos quentes nem inseguranças, mas para levar tudo à frente (e eu gosto disso, ando farto de enconanços).
Em baixo, uma foto do meu bairro medieval.
posto pelo Alexandre às 01:50 0 comentários
22 de junho de 2006
15 de junho de 2006
14 de junho de 2006
13 de junho de 2006
O sovaco da América
Algumas cidades são chamadas de sovaco. New Jersey é uma delas, e ali fica Newark, a little Portugal cá da terra.
Lá fomos ver a bola, no domingo, dia da nação. A minha camisola ainda cheira a sardinha assada, a música pimba ainda ressoa nos meus ouvidos. Aquilo é Portugal, sim, mas versão América: a música mais alta, dos dois lados da rua, altifalantes a gritar promoções de sangrias e margaritas, os jovens zés vestidos de calças largas e boné dos ianques virado para trás, os bófias gigantescos e o mais deconcertante, uma jovem de t-shirt da seleção e mamas enormemente siliconadas, estilo híbrido Marés Vivas / cabeleireira do shopping. Mas as raízes da portugalidade lá estão, de qualquer maneira: bigodes por todo o lado, bebés com as faldras malcheirosas no meio da rua, o povo todo enfiado no restaurante Sal e Mar (palavras para quê?) a ver o jogo, sem deixar espaço para mais ninguém, o empregado que dizia "sai da frente que está a chover" para passar, as Nossas Senhoras a abençoar os lares nas paredes das casas (em azulejo, sobre a madeira) e toda a gente a comer febra, frango de churrasco e sardinha assada no parque de estacionamento (que era grande, claro).
As sardinhas estavam boas, e os pastéis de nata no fim também; o jogo não foi grande coisa, o infelizmente típico desperdiçar de golos e poupar os coitadinhos dos jogadores. Se voltar, vai ser exclusivamente para comer, e é aproveitar que já são tantos brasileiros quanto portugas e daqui a nada vai tudo para longe e acaba.
posto pelo Alexandre às 03:03 1 comentários
10 de junho de 2006
episódios da História de NY
[no diner, ao almoço, em frente à sopa, batatas fritas e sande de atum com queijo derretido]
- Tenho que dizer que Nova Iorque há uns anos atrás era insuportável, com o problema dos sem-abrigo. Eram tantos, tantos, que era meeeesmo decadente. Depois veio o Giuliani e zááás, limpou tudo [faz um gesto de varrer com o braço].
- [curioso] Sim, tinha um ideia, até nos falaram disso na Faculdade; mas como é que ele fez mesmo?
- Bem, pô-los para fora em autocarros com bilhetes de ida!!! Tás a ver, deportou-os todos e as outras comunidades que se aguentassem.
- Comunidades?!?! Sempre pensei que os tinham largado no meio do mato!
- DUH! Mas aí também mora gente!!!! Bem, eu não sou naaaada apologista de pegar nas pessoas e descarregá-las noutro sítio, mas [suspiro de alívio] isto estava mesmo mau, mau, mau. Era mesmo nojento [gargalhada].
posto pelo Alexandre às 01:54 0 comentários
e os imigrantes
Porque é que, de todos os países, não os querem aqui? Nesta terra, somos todos imigrantes (como por princípio em todas as outras, mas aqui nota-se mais). Corro o risco de não ter visto para o próximo ano. Porque já há suficientes empregos para os de fora, e alguns imbecis dizem: US JOBS FOR US CITIZENS. Ora estes atrasados mentais ainda não perceberam que se o país deles chegou onde chegou foi porque acolheu gente de todo o mundo, e deu-lhes a liberdade de começar, como uma folha em branco. Os tempos da folha em branco já vão longe, mas este país e esta cidade ainda são dos sítios mais dinâmicos do Mundo, e para onde toda a gente vai à procura de uma vida melhor, e onde o conservadorismo da Europa social-hipócrita-decadente é um fantasma remoto. Pronto, por aqui conservadores não faltam. Mas a vida de todos os dias, ainda que seja tudo feito industrialmente e sem grande gosto, sabe a aventura, a coisa nova, a fresco, e falam-se várias línguas, o empregado mexicano da Deli tem a cara toda furada e cabelo comprido, o homem das limpezas parece saído de um filme do Spike Lee (shiiiiiit!), as festas têm mamas à mostra como dizia abaixo alguém e o pôr-do-Sol entra-me pelo quarto adentro.
A vida em Portugal é muito mais confortável, mas podia ter um bocado disto que não lhe fazia mal nenhum. A não ser que continuem a fechar as fronteiras: nesse caso, vão para a puta que os pariu.
posto pelo Alexandre às 01:38 2 comentários
9 de junho de 2006
5 de junho de 2006
joie de vivre
e' coisa que nao ha' muito em NY. Toda a gente e' razoavelmente infeliz, e por isso e' que tanta coisa acontece - anda tudo febrilmente 'a procura de melhorar a propria vida. Na Europa que conheço, onde o sol brilha, as pessoas sao bonitas e as cidades antigas, nao e' preciso grandes esforços para estar bem, por isso funciona tudo mal e ninguem se preocupa muito em mudar. E por isso e' que imigramos, para ver se nao morremos enterrados no lodo, e assim temos que nos aguentar 'a jarda nesta terra suja, de gajas feias e sem comida de jeito.
Pronto, as gajas ate' sao boas e os hamburguers tambem, mas nao me consigo imaginar a viver aqui ate' ao fim dos meus dias. Detesto almoçar em frente ao computador, como faz toda a gente por aqui.
feeling grumpy...
posto pelo Alexandre às 20:12 6 comentários
3 de junho de 2006
finalmente
regresso de uma longa abstinencia, provocada em grande parte por um director de projecto que não me larga a breguilha (em sentido figurado! que por aqui a percentagem de homens é fifty-fifty para um lado e para o outro). Últimas novidades:
• o jantar de bloggers acabou por ser mais uma reunião de cientistas e arquitectos. Foi uma agradável surpresa, porque estava à espera dos típicos zés portugas com as camisas aos quadrados tipo secção de atoalhados (como diz a mana), mas o pessoal que está por aqui é fixe e até queria ir ao rififi para uns copos! Pena que uma certa menina que está em Londres não tenha trazido ID. Ai, ai, ai....
• lá ganhei um bónus pelo meu excelente desempenho, e graças aos meus adoráveis patrões vou mesmo ficar mais uns anos por estas terras.
• o meu irmão foi-se embora e chorou-se baba e ranho, com corações partidos de meninas e meninos. Eu por mim já o vejo daqui a um mês, quando o Santa Bárbara for escrito outra vez do Porto (mas só por dez dias, durante as acções de formação da Ordem, a que faltarei se puder).
• O Motherfucker foi grande festança, mas pelo que dizem as vozes mais experientes melhor no ano passado. E além disso, foram um bocado nojentos com o dress code, o que levou alguns dos retardatários a ficar na rua, e o clube não encheu completamente. Queixinhas à parte, para mim esta é a festa de NY, com transsexuais, paneleirões e putéfias aos saltos por todo o lado, e ainda passaram Miss Kitten e Scissor Sisters e Guns n Roses, além de que veio a CASA em peso! aqui as fotos.
posto pelo Alexandre às 21:04 3 comentários
2 de junho de 2006
24 de maio de 2006
entao a janta
e' assim:
'As sete no La Palpa, Lower East Side. Quem chegar primeiro começa com os aperitivos, e espera (dentro dos limites do razoavel...) pelos outros. Presentes:
eu
o Bruno
a Susana
a Elisabete
a Ines
a Mia
E a Donna Maria, se tivesse mail no blog, tambem teria sido convidada... ainda vai a tempo...
e mais alguns, avulsos. Fotos serao tiradas, e postadas. Agora bom apetite!
(ja' agora, parece que e' so' mulheres a escrever em NY)
posto pelo Alexandre às 17:34 5 comentários
23 de maio de 2006
escolas
A Escola de Viseu era a unica escola em Portugal onde se aprendia arquitectura tradicional. Se forem ao link, os desenhos sao horriveis, mas os alunos tiravam todos notas altas e eram elogiados de alto a baixo nas entregas finais. Tudo pontos negativos, mas, regardless, era o unico sitio diferente no marasmo academico arquitectonico portugues. Agora, tranformaram-na nisto, mais uma faculdade de arquitectura, asseptica e com viagens a Barcelona para ver o Richard Meier.
Bah.
Isto foi, conta-se, porque a Universidade Catolica nao precisava da acreditaçao da Ordem para o curso. Era a unica, porque a Lei assim o permitia. A lei foi revogada - e bem - e a Ordem achou - mal - que o curso nao tinha jeito. Se calhar nao tinha, mas o problema era que os alunos so aprendiam a desenhar curvinhas e molduras nas folhas de projecto (na verdade, parecia uma imitaçao pobrezinha da Notre Dame americana). O problema nao era ensinar arquitectura tradicional, e agora a Catolica de Viseu nao e' mais que uma privada de encher chouriços para quem nao entra na gloriosa FAUP(que porcaria de site, ja' agora).
Nao quiseram investir na arquitectura popular? Paciencia, mais fica para mim, quando voltar...
posto pelo Alexandre às 23:14 3 comentários
18 de maio de 2006
ultimas manias
musica da bulgaria
musica country
scissor sisters
roupas da reiss
comida mexicana com molho de chocolate
sashimi
como trabalhar com computadores e nao para eles (links aceitam-se)
posto pelo Alexandre às 17:42 2 comentários
13 de maio de 2006
BLOGGERS PORTUGUESES EM NY - A JANTARADA
Bámos lá!!!!!
Abraços e beijos,
o gajo dos frontoes.
posto pelo Alexandre às 00:56 5 comentários
boredom
'a espera de plotagens, sem nada de muito criativo para fazer. Um dia espero ter alguem que faça por mim o que eu estou agora a fazer para os outros - fotocopias, faxes, encomendas, etc. Uma seca e ainda ha' tanto para desenhar...
As fotos em baixo, ja' agora, representam o sistema proporcional medieval, em que tudo e' dividido em dois (claro que nao e' bem assim, mas as excepçoes fazem a regra). Em cima, do topo do Rockefeller Center, que deve ser a melhor vista de cima de Nova Iorque (se vierem ca', esqueçam subir ao Empire State). Em baixo, no Massachussets, onde fomos passar a Pascoa com uma "familia tipica", sem cabrito mas com oraçao e musse de chocolate. Lembrou-me as Pascoas anteriores:
ha' 4 anos, na aldeia da Mizarela; cabrito assado
ha' 3 anos, na Sicilia; crepes de ameijoa e peixe no forno
ha' 2 anos, em Ilhavo; cabrito assado
ha' um ano, em Roma; pasta com chocos e cordeiro (depois, nao na pasta)
posto pelo Alexandre às 00:40 1 comentários
11 de maio de 2006
5 de maio de 2006
chegam-me noticias

do Porto, que e' uma das minhas cidades preferidas. Continua bairrista e provinciana, infelizmente - o comercio tem que fechar a horas certas, gunas matam transsexual. Tem tudo a ver - a miseria que nos e' endemica atiça a violencia e a crueldade. E a sociedade continua fechada, corporativista, para "proteger" os pequenos, quando e' exactamente isso que os leva 'a miseria, e de forma muito mais dolorosa do que se fossem obrigados a mexer o cu e competir. Paciencia, pelo menos por enquanto eu nao tenho que os aturar (fraca consolaçao).
posto pelo Alexandre às 15:33 4 comentários
4 de maio de 2006
o vale feliz
Celebridades escabrosas, Chelsea Boys, electro-techno, goticos e goticas, divas dos anos 80 requentadas, artistas tipo dirty martinis e ditas von teeses. Tudo ao monte e fe' em Deus. O capitalismo gerou tanto dinheiro em excesso que da' para alimentar toda esta gente que nao faz nada a nao ser ser viver glamorosamente ('a noite e com estas luzes, pelo menos parece). E' espectacular, mas nao todas as noites (sim, porque ha' alguns europeus pobres que tem que ir trabalhar no dia seguinte).
posto pelo Alexandre às 18:37 0 comentários
2 de maio de 2006
ainda por ca' ando
e hei-de continuar, mas esta semana, com visitas e eleiçoes na casa, o tempo nao deu para mais. E ainda sem maquina...
posto pelo Alexandre às 00:09 2 comentários
22 de abril de 2006
literary review
(do escritorio, com o trabalhinho acabado)
livros que tenho lido debaixo da terra:
Hard-Boiled Wonderland and the End of the World, do Haruki Murakami: arranjei este livro emprestado da namorada, e durante uns meses tornou-se uma obsessao. E' mais matematico que poetico (com historias dentro de historias e coisas do genero), tem uma cena que me ia fazendo desmaiar no metro e 'as vezes parecia-me um bocadito a puxar para o clichetico filosofia-de-vida-barata (ver abaixo), mas foi uma boa experiencia.
Uma terrivel experiencia foi Veronika decide Morrer, do Paulo Coelho. YYEEEAAAKKHHHH.... Tambem por culpa da menina, que teve uma discussao comigo depois de eu lhe dizer que nao gostava sem ter experimentado. Pimba, passado um mes recebia o livro como presente. Mas ainda bem - percebi que era ainda pior do que imaginava, e porque. Nao so' esta' impregnado de cliches ate' 'a nausea, mas trata o leitor como um atrasado mental e chega a ser moralmente relativista, i.e., a ideia e' que os loucos nao sao loucos, mas sim o mundo 'a volta deles, por isso façamos o que nos da' na telha que esta' tudo bem. E ate' tem uma cena de sexo, completamente idiota e sem jeito nenhum; suspeito que esta' la' so' para apelar aos instintos primitivos de quem lê.
Felizmente, tive o Tom Wolfe e I am Charlotte Simmons como companhia durante mais uns tempos. Algures por aqui escrevi que estava a delirar com a coisa; mas passados tres quartos do livro o homem endoidece - a historia transforma-se numa amalgama maniaco-depressiva, o fim e' alinhavado a despachar e e' tudo tao negro, tao malefico, que nao se chega a lado nenhum. Ja' devia estar habituado com as historias cinicas do Wolfe, mas esta foi por demais. De qualquer maneira, antes do fim e' mesmo bom e muito bem escrito.
Farto de romances merdosos e negativistas, virei-me para a economia e estou a ler um classico: The Road to Serfdom, do Hayek. Nao tem cenas de sexo nem apela a sentimentos baixos e e' realmente um bocadito para o chato, mas dito isto e' uma base optima para compreender o liberalismo e a (boa falta de) organizaçao da sociedade capitalista (apesar de ter uma parte sobre os alemaes, que, se fosse hoje e nao no tempo da 2a Guerra, dava cadeia...). Muito interessante e perfeito no meio destes liberals americanos de Nova Iorque.
posto pelo Alexandre às 23:49 0 comentários
a vergar a mola,
Sabado. E depois nao se queixem que nao escrevo. Melhores dias virao...
posto pelo Alexandre às 17:46 2 comentários
18 de abril de 2006
o chicote
nao para de me fustigar as costas. Esta e' uma semana terrivel no trabalho, e ainda por cima a minha maquina avariou-se por isso nem vos posso mostrar o Massachussets, onde fomos passar a Pascoa com um familia de nativos. Melhores dias virao, alias daqui a pouco o regresso da Mana!
posto pelo Alexandre às 20:01 2 comentários
13 de abril de 2006
vísceras
de animais abandonadas, no passeio, em frente ao cabeleireiro altamente XPTO onde a minha dama me obrigou a ir fazer uma marcação (tenho impressão de que as tesouradas das amigas têm os dias contados). Afinal, estamos no Meatpacking District - onde o estilo ombreia com a carne, ainda que esta já não esteja à esquina como nos good old days em que o bairro era a imagem da decadência novaiorquina (e só havia carne, sem estilo). À boa maneira cá da terra, o salão estava overstaffed, quer dizer, seis moças ao balcão a sorrir para mim, enquanto três paneleiros, perdão, jovens com glamour, me perguntavam, um de cada vez, se estava bem e se precisava de ajuda (no fim esqueceram-se de me explicar o que é que me iam fazer). De qualquer maneira, a cavalo dado não se olha o dente, e como o corte é à borla ficou marcado para Agosto. Até lá tenho tempo de ir às amigas (com boas intenções, não vá a búlgara arranjar um tradutor de português) e de deixar a dica às bloggers luso-novaiorquinas que queiram entrar no estilo meatpacking sem gastar um tusto: experimentem.
posto pelo Alexandre às 05:34 0 comentários
paraíso
dos putos: o camião dos gelados. Outra lenda americana, agora que chegou o calor. Todos os dias passa na nossa zona, uma carroça a cair de podre chamada "Mr. Softy" com a mesma música tocada a partir da mesma cassete já frita de tanto rodar. Na Nova Iorque de hoje em dia, na zona mais glam da cidade, la-la-la-la-lalalala-la-lala-lala, nem os sinos gravados nas igrejas das aldeias em Portugal soam tão a cana rachada. E depois, quando ia tirar uma foto ao "Mr. Softy" para pôr aqui, o gajo (ao mesmo tempo que servia umas criancinhas inocentes) entrou em delírio: "No photos!! You don't even know me!!! Are you crazy?!?!?!". Mr. Softy o cuaralho...
posto pelo Alexandre às 05:24 1 comentários
12 de abril de 2006
comer
O meu restaurante preferido é a Taqueria California. Um tasco ao pé de casa, literalmente um corredor com uma casa de banho manhosa atrás, uma jukebox que só passa reggaeton e los tigres del norte, e a televisão com talk-shows portoriquenhos sempre a bombar. Nas paredes, uns posters igualmente duvidosos, um deles com um carro americano, um gajo musculoso agarrado a uma gaja e a frase "Orgullo Azteca". Mas a comida mexicana é do melhor, baratíssima (come-se por 5 dólares) e o serviço impecável - é como estar em casa. Toda a gente é do mais simpático possível, com um sorriso honesto e tudo feito nas calmas, como deve ser - a comida chega logo, não a conta. Isto descobri que é impagável em Nova Iorque.
Há uma semana, como prenda de anos de mim para mim, fui jantar a um dos sítios da moda (ou já foi?), a Lever House, nesse mesmo edifício icónico de Nova Iorque, o Seagram em alumínio e vidro verde (é mesmo em frente). Nada de mais diferente. É preciso reservar e dar o nome a uma fúfia com sotaque francês. Quando se chega, dão-nos o lugar mais ranhoso, ao lado da caixa registadora, fruto do nome plebeu. Mas pronto, o espaço é incrível - é como jantar numa nave espacial. Entretanto, tentamos chamar a waitress, mas ela ignora-nos. Logo chega um gajo engravatado, desculpe, posso ajudá-lo? e a seguir - queria alguma coisa e ela não fez? tipo: esta vaca está aqui está na rua, se o senhor quiser. Depois, a minha bela companhia vai à casa de banho e lá está o personagem número três, desta vez uma mulher. As casas de banho são uma fila de portas sem identidade, num corredor escuríssimo. A mulher, aqui, acompanha o cliente à porta e diz-lhe: por favor tranque a porta. Mas não faz mais nada, rigorosamente. Ou seja, quando a jovem ia entrar, estava um senhor a mijar lá dentro. Please lock the door, sir.
No fim (a comida era boa, diga-se) trouxeram-me a conta sem lhes ter pedido nada. Olhei para a gaja com ar de carneiro mal morto, e ela - Ai quer café? desculpe. Vaca, levou a conta de volta e tornou a trazer. Nem vale a pena dizer quanto, mas uns bons dias de trabalho ficaram ali enterrados naquela noite.
O que vale é que quando cheguei de Washington, no dia dos meus anos à noite, a Taqueria estava aberta.
posto pelo Alexandre às 05:49 2 comentários
8 de abril de 2006
aos bloggers portugueses no estrángeiro
(e ao Pacheco Pereira),
Se quiserem ter acentos e cedilhas nos teclados merdosos que abundam por esse mundo fora (digo isto porque o teclado português permite escrever em todas as línguas), vão a este link.
isto é, se tiverem Windows, que também não é grande sistema (e viva a Apple que vai juntar os dois sistemas num só computador).
Eu quando posto do trabalho já decorei que [alt]+135 dá cedilha, e [alt]+250 um ponto de divisão.
posto pelo Alexandre às 02:26 1 comentários
7 de abril de 2006
6 de abril de 2006
3 estereotipos novaiorquinos
[devido 'a estranha ausencia dos responsaveis, nao ha' nada para fazer a nao ser escrever - bom...]
o rapaz de chelsea: imberbe, saltitante e gay, bem vestido e cheiroso, parece incrivelmente jovem, todo maquilhado e botoxizado. Gosta de dançar em cima das mesas e lentamente despir as calças, enquanto faz olhinhos aos seus companheiros mais masculos (estes chamados de "homos", um termo muito mais viril). Curiosamente, desloca-se em manada. Os seus membros, no Verao, gostam de adoptar um vestuario muito apropriado 'a estaçao: quase nada.
a modelo anoretica: loura, cabelo liso, casaco de camurça, calças de ganga azul apertadissimas e botas pelo joelho. Nao ha' um dia em que nao veja uma ou duas aqui no meatpacking. Mas ao contrario dos de cima, anda sozinha porque obviamente detesta todas as outras iguais a ela. O extase deste especime foi uma noite destas numa festa italiana em que, de um casaquito ja' estreito, saiam duas estacas, tipo desenho de puto - um rectangulo com duas linhas. Eram as pernas, que aparentemente nao se uniam no rabo tamanha era a elegancia (ainda por cima a gaja devia medir uns dois metros de altura).
o gajo da casa de banho: imigrante, provavelmente ilegal, e que ganha a vida a viver nas casas de banho dos clubes e restaurantes (que aqui pela maça sao autenticas catacumbas de escuridao). Entra-se e la' esta ele, em pe', espera que o cliente mije (na mesma divisao), depois abre a torneira, espreme-lhe sabao liquido para as maos e da-lhe uma toalhita. Depois disso limpa religiosamente o lavatorio e recomeça. So ganha das gorjetas, mas aposto que faz mais numa noite que eu numa semana. Um dos ultimos que encontrei estava a ter esta conversa com um jovem financeiro:
- entao, esta' uma noite fixe
- ah, sim, porreira
- estas-te a divertir?
- hmm sai' agora do trabalho para fazer uma pausa, e daqui a duas ou tres horas volto para la'.
isto foi 'as duas da manha.
posto pelo Alexandre às 21:30 0 comentários
5 de abril de 2006
4 de abril de 2006
O Império
O gajo gostava de cúpulas. E de arcos, colunas, pedra, gregos e romanos. John Russel Pope, o "Arquitecto do Império", desenhou alguns dos edifícios designados como representadores da capital da América potente e democrática, grandiosa e tranquilamente clássica. O nível dos pormenores é impressionante: tudo, mas mesmo tudo, é desenhado. O mais miseravel bebedouro tem uma elevação artística quase divina, em bronze envolvido numa moldura de pedra (foi a viagem deste fim de semana).
É interessante como não se poupou dinheiro público no país em que tudo o que não se paga é em geral da pior qualidade. E os resultados são magníficos - fez-se pouco em quantidade (Washington é uma partícula na imensidão americana, e o peso dos políticos na vida comum é muito pouco) mas a qualidade de tudo é tal que se torna deprimente [saber que é quase impossível trabalhar assim hoje em dia]. O homem divertiu-se, está claro, mas também passou as passas do Algarve, porque teve o azar de terminar algumas das obras nos anos 30 e 40 (o memorial e a galeria, póstuma) e levar com a retórica do establishment em cima: a National Gallery foi etiquetada de "mumia" tudo porque, adivinhe-se, era clássica e não representava o espírito da América moderna (alem disso, o' heresia, estrutura metalica revestida a marmore.)
Pope acabou como queria, e construiu como queria (colunas maciças, paredes de 2,40m no templo). E hoje em dia, os outros, os museus da America moderna la estao, arcas congeladoras gigantes, sem piada nenhuma e com a unica atracçao de serem gratis. Porra, nao sou nenhum anti-modernista, mas a diferença de qualidade entre os edificios classicos do Pope e os cagalhoes modernos plantados no Mall e' tao grande, tao grande...
posto pelo Alexandre às 01:43 3 comentários





























